sexta-feira, 5 de agosto de 2011

IV Conferência de Saúde de Ferraz de Vasconcelos




ACESSO, ACOLHIMENTO E ATENÇÃO INTEGRAL COM QUALIDADE – UM DESAFIO PARA O SUS!

A 4ª Conferência Municipal de Saúde do Município de Ferraz de Vasconcelos, foi realizada no dia 15 de julho de 2011. Estavam presentes 16 delegados representantes dos gestores, 16 delegados representantes dos trabalhadores e 32 representantes dos usuários de sáude. A População  comparecu em bom número. Da pastoral da Criança estávamos em um número de 8, entre líderes e cordenadoras.
Na parte da manhã, três palestrantes abordaram os seguintes temas:
1-Abrangência do SUS em seu território de vida e trabalho.
2-A publicidade, a participação comunitária e o controle social no SUS.
3-O que mudou e o que precisa melhorar na saúde.

Após o almoço, os participantes foram divididos em 3 grupos (grandes) para discutirem sobre os temas das palestras e elaborarem propostas. Para uma melhor reflexão, foram sugeridas perguntas, tais como:

1.Como os participantes entendem as ações institucionais e analisam a atuação do SUS em seu território de vida e de trabalho? O que pode ser realizado para incrementar o entendimento da população acerca das amplas e abrangentes responsabilidades e ações efetuadas pelo SUS?

2.Em que medida e de que modo o SUS atua de maneira integrada com as outras políticas, sistemas e serviços de Seguridade Social (Previdência e Assistência Social)? O que precisa ser melhorado para incrementar a integração da Seguridade Social em todos os âmbitos institucionais?

3.Como acolher, com qualidade, no tempo adequado as pessoas que usam os sistemas, serviços, ações, tecnologias e insumos do SUS?

4.Que propostas podem contribuir para haver mais recursos nas ações básicas de Saúde, promoção e prevenção, e articulação intersetorial das entidades e instituições para melhorar a Saúde?

5.Quais são as propostas prioritárias para fortalecer a Saúde pública nos municípios?

6.O que mudou e o que precisa melhorar:
-Na organização, acesso e acolhimento aos serviços de Atenção Básica à Saúde e Saúde da Família?
-Na organização, acesso e acolhimento aos serviços mais especializados de Saúde?
-No acesso e acolhimento aos insumos (medicamentos, etc.), serviços diagnósticos e terapêuticos?
-Na organização, acesso e acolhimento aos serviços de reabilitaçãoem Saúde?
-Nos serviços de vigilância sanitária, nutricional, epidemiológica e  ambiental em cada âmbito de suas atuações?

7.Quais as diretrizes e medidas necessárias para incrementar:
-A organização de redes regionalizadas de Atenção Integral à Saúde?
-A publicidade, a participação comunitária e Controle Social no SUS e, de modo mais amplo, na Seguridade Social?
-Os modos, meios e instrumentos de gestão pública em Saúde?
-Os avanços na reorientação da formação profissional em Saúde, desde o nível técnico até a pós-graduação, no processo de integração ensino-serviço e na incorporação da educação permanente em Saúde como estratégia de qualificação dos trabalhadores do SUS, da atenção à Saúde e da gestão do cuidado e dos serviços de Saúde?

Entre as propostas, duas foram sugeridas por mim.
1- Que a 1ª dose de antibiótico seja dada á criança com pneumonia, logo após a consulta.
2- Que a Secretaria da Saúde busque uma integração(presença efetiva) da Pastoral da Criança nas UBSs. 
Há um longo caminho a ser trilhado até vermos estas propostas como programa obrigatório da saúde em Ferraz de Vasconcelos. O Conselho do qual faço parte, irá lutar e mobilizar-se permanentemente para que isso aconteça.

A conferência Regional será no dia 06/08/2011 na Casa de Portugal - Liberdade - São Paulo.
Dulce.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS E UNICEF UNEM-SE NA DEFESA DOS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) assinaram nesta quinta-feira (14), às 13h30, um protocolo de intenções para promover os direitos de cada criança e de cada adolescente brasileiro dentro do marco dos 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Convenção sobre os Direitos da Criança. A assinatura aconteceu no gabinete da ministra Maria do Rosário, na sede da Secretaria, em Brasília.
O protocolo tem como finalidade registrar os objetivos e as responsabilidades compartilhadas entre a SDH e o UNICEF na articulação e mobilização social para a universalização dos direitos da criança e adolescente. A prioridade são as regiões brasileiras de maior vulnerabilidade e marcadas pelas disparidades sociais, como o Semiárido, a Amazônia e as comunidades populares dos grandes centros urbanos.
Para a representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, o protocolo vai fortalecer ainda mais a relação da agência da ONU com a SDH e demais parceiros: “A parceria do UNICEF no Brasil com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) visa promover, de forma plena, os direitos de cada criança e cada adolescente e se dará pelo fortalecimento das ações conjuntas e com outros parceiros. Teremos uma especial atenção àquelas ações com recorte de gênero, de raça, etnia, orientação sexual, identidade de gênero e de pessoas com deficiência”.
“O mais interessante é que temos uma agenda de trabalho. Vamos sentar juntos, analisar os desafios que temos pela frente. Este protocolo tem muita vida. E com certeza promoveremos muita vida pelo Brasil”, afirmou Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos.
As principais estratégias do protocolo são:
1. Articulação e mobilização social para a universalização dos direitos da criança e do adolescente, com particular incidência em crianças e adolescentes em situação de maior vulnerabilidade, em relação a: onde moram (Amazônia, Semiárido e comunidades populares dos centros urbanos); origem étnico-racial (afro-brasileiros e indígenas); condição pessoal (crianças e adolescentes com deficiência, vivendo com HIV e vítimas de preconceito e discriminação).
2. Promoção da garantia plena dos direitos de cada criança e adolescente fortalecendo as ações de ambas as Partes e de seus parceiros, em especial aquelas ações com recorte de gênero, de raça, etnia, orientação sexual, identidade de gênero e de pessoas com deficiência, nos temas seguintes:
* Qualificação dos Conselhos Tutelares e reforço dos mecanismos locais de detecção, notificação e denúncia de violações dos direitos de crianças e adolescentes;
* Redução da Violência na família com particular atenção para o fortalecimento das competências familiares em relação à proteção integral e educação em direitos humanos de crianças e adolescentes no espaço doméstico e comunitário;
* Fortalecimento do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, especialmente do processo de Municipalização de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto;
* Redução da violência letal de adolescentes por força da mobilização de governos e da sociedade em todos os níveis e, particularmente, pactos municipais;
* Promoção do Direito à Identidade de Crianças e Adolescentes, no âmbito do programa nacional de erradicação do sub-registro de nascimento.
* Promoção da igualdade de oportunidades, promoção da cidadania e garantia dos direitos das crianças e adolescentes em situação de maior vulnerabilidade, incluindo aquelas com deficiência, com ênfase nos recursos de acessibilidade.

3. Contribuição para o fortalecimento da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da SDH em seu papel coordenador da implementação e monitoramento de políticas de promoção dos direitos da Criança e do Adolescente.
4. Fortalecimento da participação social e articulação com as organizações da sociedade civil, principalmente por meio do CONANDA, para a formulação de políticas públicas em prol dos direitos da criança e adolescente, como a elaboração da Política Nacional e do Plano Decenal de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.
5. Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos – SGD, antes, durante e após a realização dos grandes eventos desportivos no Brasil – Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016.
6. Atuação conjunta nas ações de proteção integral de crianças e adolescentes em contextos de vulnerabilidade ocasionados por obras de infraestrutura, bem como em situação de desastres naturais.
Fonte: UNICEF

terça-feira, 12 de julho de 2011

Campanha “Antibiótico – primeira dose imediata”


 

O objetivo da campanha é orientar os gestores municipais de saúde, e principalmente a sociedade, sobre a necessidade de ministrar a primeira dose de antibiótico nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) logo após a consulta em especial nos casos de crianças com suspeita de pneumonia.
Nelson Arns Neumann vai apresentar os dados sobre o acesso à primeira dose de antibiótico nas unidades de saúde acompanhadas pela Pastoral da Criança no país. Conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde (desde 2003), uma criança com suspeita de pneumonia, com a indicação médica de antibiótico, deve receber a primeira dose do remédio na própria unidade de saúde.
A primeira dose de antibiótico dada logo após a consulta, ainda na unidade de saúde, poderia evitar uma parte significativa das cerca de 4 mil mortes anuais por infecções respiratórias entre crianças menores de 5 anos no Brasil, registradas no Ministério da Saúde. Segundo dados do governo, as infecções respiratórias causadas por bactérias são a segunda causa de morte de crianças no país.
A campanha, em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e apoio marca o início de uma grande mobilização da sociedade, voluntários e articuladores da Pastoral da Criança junto às secretarias municipais de saúde de todo o país.
Fonte:http: //www.rebidia.org.br

sábado, 18 de junho de 2011

Campanha Nacional de Vacinação.


Os postos de saúde de todo o país funcionarão neste sábado (18) durante o Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Todas as crianças de zero a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas gotinhas contra a paralisia infantil. A meta é vacinar pelo menos 95% das 14.148.182 crianças nessa faixa etária, em todo o Brasil. A segunda fase da campanha será no dia 13 de agosto, quando meninos e meninas dessa idade devem ser novamente levados aos postos, para tomar mais duas gotinhas.

A convocação dos pais e dos responsáveis para levar as crianças aos postos de vacinação começou no último domingo, por meio da campanha publicitária veiculada nos principais meios de comunicação do país. O Ministério da Saúde investiu R$ 46,6 milhões na compra e distribuição das vacinas a serem usadas nas duas etapas da campanha nacional. Além disso, transferiu R$ 20,2 milhões às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, para organizarem a campanha. Ao todo, o Ministério da Saúde enviou 21.665.465 doses para todos os estados e o Distrito Federal (confira a tabela 1).

A pólio é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.

O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso da doença no país foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Porém, é importante continuar vacinando as crianças porque o vírus da paralisia infantil permanece ativo em outros países. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.  Fonte: http://portal.saude.gov.br/

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Articulador junto ao Conselho Municipal da Saúde.


Os voluntários da Pastoral da Criança que atuam como Articuladores junto ao Conselho Municipal de Saúde tem a missão de prevenir a mortalidade infantil e melhorar o acesso aos serviços de saúde. Uma das atividades é o estudo da história da morte de crianças menores de um ano no município.

Mensalmente o Articulador envia para a Coordenação Nacional da Pastoral da Criança a Folha de Acompanhamento do Conselho de Saúde, FAC-Saúde. Em 2008, 1.108 Articuladores informaram que 63% dos conselhos se reunem mensalmente, e 73% dos Articuladores participam dessas reuniões.

Além da mortalidade infantil, o Articulador informa na FAC-Saúde, a frequencia das reuniões do conselho de saúde, o número de visitas às Unidades Básicas de Saúde (UBS), quantas delas têm disponibilidade de antibióticos para crianças e o número que disponibiliza a primeira dose do antibiótico ainda na Unidade de Saúde.
O resultado da coleta de informações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) mostra que 73% das UBS tinham antibiotico em estoque no dia da visita, mas 39% dão a primeira dose do antibiotico para a criança na propria UBS, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde. Em muitos municípios, depois da consulta a mãe precisou buscar os medicamentos receitados em uma Unidade Central, desperdiçando horas de tratamento que podem significar um internamento hospitalar evitável e, o que é pior, a morte da criança. Alguns municípios centralizam a distribuição de medicamentos, porque não conseguem ter farmacêuticos nos postos de saúde.

A media mensal de mortes de crianças menores de um ano foi 183, em 909 municípios. Desse total, 24% das crianças eram acompanhadas pela Pastoral da Criança. Destaca-se que 68% das crianças que morreram foram atendidas pelo menos uma vez nos Serviços de Saúde. Das que foram atendidas, 86% passaram por hospitais de referência e maternidades. Somente 27% das mortes foi debatida posteriormente no Conselho Municipal de Saúde.
Outras informações sobre a participação e controle social estão disponíveis na pagina da REBIDIA - Rede Brasileira de Informação e Documentação sobre Infância e Adolescência (www.rebidia.org.br), que integra a área de Políticas Públicas da Pastoral da Criança. Além da triagem e a disseminação estratégica de informações sobre a criança e o adolescente no Brasil, a REBIDIA promove a utilização destas informações como instrumento de melhoria da qualidade de vida da infância brasileira.
(Manual dos Articuladores de Saúde - Pastoral da Criança)

CAUSAS DE MORTE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA




Informações gerais:A saúde depende de muitos fatores. Muitas vezes, ter conhecimento de que fatores contribuem para os estados de doença ou, como neste artigo, para a morte pode ajudar a evitar situações que podem levar a resultados negativos ou fatais.

Em primeiro lugar, as causas de morte entre os jovens. Com exceção das crianças com menos de um ano de idade, as causas mais freqüente da morte de crianças, adolescentes e jovens adultos são os ACIDENTES. Esta triste estatística é válida para todas as idades até os 44 anos. É possível reduzir esta estatística prestando atenção aos comportamentos de segurança-consciência, melhorando continuamente os ambientes industriais, recreacionais e de transporte de equipamentos e educando cada pessoa a respeito de suas áreas de risco específicas.
Um bom exemplo de uma área específica de risco é o automóvel. A maioria dos estados permite que os adolescentes obtenham a licença de iniciante aos 15 anos de idade e a licença de motorista aos 16. Os adolescentes estão entre os melhores motoristas. Têm reflexos rápidos, visão e audição excelentes (ambos estão no auge durante a adolescência) e são capazes de processar informações rapidamente. O que eles não sabem são as respostas automáticas às situações comuns, experiência e julgamento, aprendidos depois de alguns anos de habilitação. Além disso, os meninos adolescentes freqüentemente apresentam certas características que levam a um maior risco, tais como condução agressiva e sem atenção e a necessidade de se testar. Devido a essas características, os meninos são os mais responsáveis pela alta taxa de mortes a cada cem mil pessoas de sua faixa etária, ao passo que as meninas adolescentes são mortas a uma taxa um pouco mais alta que a média nacional para todas as idades (veja abaixo). O resultado final é que os jovens (especialmente os homens) morrem em acidentes de carros a uma taxa muito mais alta que o público geral.
Nenhum outro grupo se aproxima da alta taxa de mortalidade por acidente de automóveis do que jovens motoristas inexperientes. A taxa levemente elevada entre motoristas com mais de 65 anos de idade representa uma diminuição nas habilidades físicas tais como a audição, visão e velocidade de reflexos e uma maior susceptibilidade à morte por acidentes menos graves.
Sabendo a idade de pico de acidentes de carros fatais, as idades envolvidas e outros fatores permitiram com que as empresas de seguros fizessem recomendações que deveriam reduzir a probabilidade de morte de adolescentes. Veja Segurança em Automóveis e o Motorista Adolescente.
O primeiro ano de vida é uma época perigosa, especialmente o período de recém-nascido. Há quase duas vezes mais mortes no primeiro ano de vida que no total dos próximos 13 anos. A taxa de mortalidade aumenta rapidamente logo após a puberdade, como se pode ver pelo grande número de acidentes fatais, homicídios e suicídios na faixa de 15 a 24 anos de idade. Essas três causas de morte, acidentes, homicídios e suicídios devem ser prevenidos. O fato de que o suicídio e o homicídio estejam entre as três principais causas de morte entre os adolescentes é um comentário social triste.
O que se pode prevenir?
Anomalias congênitas: as anomalias congênitas que não apresentam componentes genéticos ou hereditários, que não são relacionados a drogas, toxinas ou nutrientes, ou à radiação, e que não mostram evidências de serem causadas por influências externas ainda não são previsíveis No entanto, o número de anomalias congênitas que tem como causa uma base genética reconhecida ou que podem ser diagnosticadas dentro dos dois primeiros meses de gestação aumentou imensamente. Essas condições, quando reconhecidas, podem ser prevenidas, tratadas no ambiente intra-uterino e imediatamente após o nascimento, ou, se a anormalidade for tão grave que torna-se evidente que a vida será impossível, pode-se considerar a interrupção da gestação.
A avaliação previsível pode incluir uma tiragem genética dos pais, antecedentes médicos dos pais e histórico de concepção, amostras das vilosidades coriônicasamniocentese e ultra-som fetal.
SIDS (síndrome de morte súbita do bebê): o SIDS é provavelmente um grupo de diferentes condições cujos resultados finais parecem ser semelhantes. As pesquisas feitas na Europa têm demonstrado que deitar as crianças de bruço para dormir reduz enormemente a incidência do SIDS. A Academia Norte americana de Pediatria e os Centros para Controle de Doenças (CDC) recomendam que as crianças sejam colocadas de bruços para dormir. Em muitos anos, as estatísticas devem estar disponíveis, o que demonstrará a eficácia desse simples procedimento.
Prematuridade e o baixo peso ao nascimento: Grande parte da morbidade e da mortalidade dessa condição é resultado de um cuidado pré-natal inadequado ou ausente. A falta de acesso aos cuidados médicos, ignorar a importância de cuidados pré-natais, medo e vergonha podem fazer com que a primeira visita de uma mulher gestante ao médico seja na hora do parto. Muitos programas que são patrocinados pelo governo e pelo Estado tem a intenção de auxiliar esse problema. O plano médico nacional também fará com que os cuidados pré-natais estejam disponíveis a mais pessoas. A educação a respeito da importância dos cuidados pré-natais deve estar acessível a adolescentes sexualmente ativos que enfrentam o risco de gestação. As populações em risco incluem:
  • adolescentes gestantes (especialmente as menores de 16 anos)
  • pessoas socioeconomicamente limitadas
  • populações de áreas urbanas
  • pessoas com educação até o ensino médio
  • a classe média sem plano médico
Os estudos mostram que os cuidados pré-natais adequados e periódicos reduzem o risco para a criança em desenvolvimento. É possível atingir uma melhora notável nessa área.


Câncer: o câncer não é tão fácil de se prevenir. Marcadores genéticos para doenças malignas foram descobertos, tais como o retinoblastoma e certos tipos de câncer de cólon. Uma maior incidência familiar foi demonstrada em outros tipos de malignidade, como o câncer de mama, câncer ovariano, osteossarcomamelanoma maligno. Estas descobertas possibilitaram acompanhar populações em risco, mas ainda não reduziram as fatalidades do câncer. Descobertas contínuas e mapeamentos genéticos relacionados ao câncer de cólon,melanoma, câncer de mama e outras doenças geneticamente influenciadas estão melhorando rapidamente as perspectivas tanto de medidas preventivas como de curas em um futuro relativamente próximo.


Suicídio: a taxa geral de suicídio permaneceu estável durante os últimos dez anos. Em todas as faixas etárias, os suicídios de mulheres diminuíram ou permaneceram estáveis. Os aumentos dos últimos dez anos são evidentes em alguns grupos raciais e faixas etárias.
A prevenção do suicídio requer um maior reconhecimento de estresses psicológicos crescentes, depressão e idéias suicidas existentes entre os adolescentes. (Veja Comportamento suicida na seção de doenças de HouseCall). Tensões ambientais e mudança de estrutura social nos Estados Unidos causaram um aumento de estresse, expectativas e fracassos pelos adolescentes. Essas mudanças sociais ocorreram gradualmente e só podem ser revertidas gradualmente. Até que essas mudanças ocorram, somente o reconhecimento de problemas crescentes e a manutenção de uma comunicação aberta entre os adolescentes problemáticos e os pais ou pessoa de confiança terá impacto sobre a taxa crescente de adolescentes suicidas.


Homicídios: esta é uma das causas mais preocupantes de morte entre crianças e adolescentes. É uma causa totalmente previsível, mas continua a crescer dramaticamente entre os jovens ao ponto de ter aumentado a taxa de homicídio geral nos Estados Unidos. É desconcertante ver que entre os anos de 1980 e 1991, os homicídios caíram em todas as faixas etárias, de 24 para cima (homens asiáticos de idade entre 25-44 permaneceram constantes), mas que, na categoria de 15-24, em quase todas as raças, houve um aumento na taxa de homicídios.
Os homens entre as idades de 15 e 24 anos estão sendo assassinados com uma freqüência cada vez maior. Os sociólogos acham que o aumento de gangues, homicídios adolescentes, gestação na adolescência, abandono de escola e outros problemas são uma reflexão da rápida mudança no clima social, desintegração da estrutura da família, despersonalização do indivíduo e a estratificação crescente da classe. É um assunto complexo que não tem uma resposta simples mas é óbvio que enquanto a população adulta está se distanciando da morte violenta, a juventude não. A prevenção exigirá a compreensão das causas e a vontade por parte do público de mudá-las.


Acidentes: os acidentes são, em grande parte, a causa principal de morte entre as crianças e adolescentes. Os automóveis são os maiores causadores dessas mortes acidentais. Outras fontes incluem afogamento, fogo, quedas e envenenamento. A segurança tem sido uma preocupação constante do governo federal (códigos de construção, departamentos de saúde estatais, departamentos de bombeiros, Departamento de Regulamento de Segurança e programas escolares de segurança para crianças), da indústria privada e de uma crescente atenção dos pais em casa. Embora haja bons programas, as mortes acidentais continuam a ser a causa principal de morte nessa faixa etária. Nenhuma quantidade de educação ou regulamento eliminará totalmente as mortes acidentais, mas todo pouco ajuda.
Deve-se ter uma atenção especial com os automóveis. Na faixa de 15 a 24 anos de idade, os acidentes de carro constituem um terço de todas as mortes nesse grupo a cada ano. Esta é uma das causas de morte que pode ser corrigida.
          FONTE:http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001915.htm /  EM 12/04/2011


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domingo, 13 de março de 2011

A EDUCAÇÃO PELO OLHAR


EDUCAR 
“ Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...”

“ E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.” Rubem Alves 

“ Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.” Rubem Alves



“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver..." 

“ É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...”
“ Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.”
“ A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...”
“ Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”
“ Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.”
“ Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:...”
“ ...a capacidade de se assombrar diante do banal.”
“ Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.”
“ Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
...ou para o curioso das simetrias das folhas.”
“ Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”
“ As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
“ As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” 
“ Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.”
“ Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.” 
“ Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.”
“ Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
“ Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.”
“ São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.”
“ Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.” Rubem Alves 





Ama a simplicidade. Ama a ociosidade criativa. Ama a vida, a beleza e a poesia. Ama as coisas que dão alegria. Ama a natureza e a reverência pela vida. Ama os mistérios.
Ama a educação como fonte de esperança e transformação. Ama todas as pessoas, mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores. Ama Deus, mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam e/ou dizem a seu respeito. Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: Ama, ama, ama, ama... fazer perguntas...
Ama, ama, ama, ama... Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: fazer perguntas
“ As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas. Experiência mística não é ver seres de um outro mundo. É ver este mundo iluminado pela beleza.” Rubem Alves


Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.