sábado, 18 de junho de 2011

Campanha Nacional de Vacinação.


Os postos de saúde de todo o país funcionarão neste sábado (18) durante o Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Todas as crianças de zero a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) devem tomar as duas gotinhas contra a paralisia infantil. A meta é vacinar pelo menos 95% das 14.148.182 crianças nessa faixa etária, em todo o Brasil. A segunda fase da campanha será no dia 13 de agosto, quando meninos e meninas dessa idade devem ser novamente levados aos postos, para tomar mais duas gotinhas.

A convocação dos pais e dos responsáveis para levar as crianças aos postos de vacinação começou no último domingo, por meio da campanha publicitária veiculada nos principais meios de comunicação do país. O Ministério da Saúde investiu R$ 46,6 milhões na compra e distribuição das vacinas a serem usadas nas duas etapas da campanha nacional. Além disso, transferiu R$ 20,2 milhões às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, para organizarem a campanha. Ao todo, o Ministério da Saúde enviou 21.665.465 doses para todos os estados e o Distrito Federal (confira a tabela 1).

A pólio é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá principalmente por via oral.

O Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso da doença no país foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Porém, é importante continuar vacinando as crianças porque o vírus da paralisia infantil permanece ativo em outros países. De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença e quatro deles são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão.  Fonte: http://portal.saude.gov.br/

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Articulador junto ao Conselho Municipal da Saúde.


Os voluntários da Pastoral da Criança que atuam como Articuladores junto ao Conselho Municipal de Saúde tem a missão de prevenir a mortalidade infantil e melhorar o acesso aos serviços de saúde. Uma das atividades é o estudo da história da morte de crianças menores de um ano no município.

Mensalmente o Articulador envia para a Coordenação Nacional da Pastoral da Criança a Folha de Acompanhamento do Conselho de Saúde, FAC-Saúde. Em 2008, 1.108 Articuladores informaram que 63% dos conselhos se reunem mensalmente, e 73% dos Articuladores participam dessas reuniões.

Além da mortalidade infantil, o Articulador informa na FAC-Saúde, a frequencia das reuniões do conselho de saúde, o número de visitas às Unidades Básicas de Saúde (UBS), quantas delas têm disponibilidade de antibióticos para crianças e o número que disponibiliza a primeira dose do antibiótico ainda na Unidade de Saúde.
O resultado da coleta de informações nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) mostra que 73% das UBS tinham antibiotico em estoque no dia da visita, mas 39% dão a primeira dose do antibiotico para a criança na propria UBS, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde. Em muitos municípios, depois da consulta a mãe precisou buscar os medicamentos receitados em uma Unidade Central, desperdiçando horas de tratamento que podem significar um internamento hospitalar evitável e, o que é pior, a morte da criança. Alguns municípios centralizam a distribuição de medicamentos, porque não conseguem ter farmacêuticos nos postos de saúde.

A media mensal de mortes de crianças menores de um ano foi 183, em 909 municípios. Desse total, 24% das crianças eram acompanhadas pela Pastoral da Criança. Destaca-se que 68% das crianças que morreram foram atendidas pelo menos uma vez nos Serviços de Saúde. Das que foram atendidas, 86% passaram por hospitais de referência e maternidades. Somente 27% das mortes foi debatida posteriormente no Conselho Municipal de Saúde.
Outras informações sobre a participação e controle social estão disponíveis na pagina da REBIDIA - Rede Brasileira de Informação e Documentação sobre Infância e Adolescência (www.rebidia.org.br), que integra a área de Políticas Públicas da Pastoral da Criança. Além da triagem e a disseminação estratégica de informações sobre a criança e o adolescente no Brasil, a REBIDIA promove a utilização destas informações como instrumento de melhoria da qualidade de vida da infância brasileira.
(Manual dos Articuladores de Saúde - Pastoral da Criança)

CAUSAS DE MORTE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA




Informações gerais:A saúde depende de muitos fatores. Muitas vezes, ter conhecimento de que fatores contribuem para os estados de doença ou, como neste artigo, para a morte pode ajudar a evitar situações que podem levar a resultados negativos ou fatais.

Em primeiro lugar, as causas de morte entre os jovens. Com exceção das crianças com menos de um ano de idade, as causas mais freqüente da morte de crianças, adolescentes e jovens adultos são os ACIDENTES. Esta triste estatística é válida para todas as idades até os 44 anos. É possível reduzir esta estatística prestando atenção aos comportamentos de segurança-consciência, melhorando continuamente os ambientes industriais, recreacionais e de transporte de equipamentos e educando cada pessoa a respeito de suas áreas de risco específicas.
Um bom exemplo de uma área específica de risco é o automóvel. A maioria dos estados permite que os adolescentes obtenham a licença de iniciante aos 15 anos de idade e a licença de motorista aos 16. Os adolescentes estão entre os melhores motoristas. Têm reflexos rápidos, visão e audição excelentes (ambos estão no auge durante a adolescência) e são capazes de processar informações rapidamente. O que eles não sabem são as respostas automáticas às situações comuns, experiência e julgamento, aprendidos depois de alguns anos de habilitação. Além disso, os meninos adolescentes freqüentemente apresentam certas características que levam a um maior risco, tais como condução agressiva e sem atenção e a necessidade de se testar. Devido a essas características, os meninos são os mais responsáveis pela alta taxa de mortes a cada cem mil pessoas de sua faixa etária, ao passo que as meninas adolescentes são mortas a uma taxa um pouco mais alta que a média nacional para todas as idades (veja abaixo). O resultado final é que os jovens (especialmente os homens) morrem em acidentes de carros a uma taxa muito mais alta que o público geral.
Nenhum outro grupo se aproxima da alta taxa de mortalidade por acidente de automóveis do que jovens motoristas inexperientes. A taxa levemente elevada entre motoristas com mais de 65 anos de idade representa uma diminuição nas habilidades físicas tais como a audição, visão e velocidade de reflexos e uma maior susceptibilidade à morte por acidentes menos graves.
Sabendo a idade de pico de acidentes de carros fatais, as idades envolvidas e outros fatores permitiram com que as empresas de seguros fizessem recomendações que deveriam reduzir a probabilidade de morte de adolescentes. Veja Segurança em Automóveis e o Motorista Adolescente.
O primeiro ano de vida é uma época perigosa, especialmente o período de recém-nascido. Há quase duas vezes mais mortes no primeiro ano de vida que no total dos próximos 13 anos. A taxa de mortalidade aumenta rapidamente logo após a puberdade, como se pode ver pelo grande número de acidentes fatais, homicídios e suicídios na faixa de 15 a 24 anos de idade. Essas três causas de morte, acidentes, homicídios e suicídios devem ser prevenidos. O fato de que o suicídio e o homicídio estejam entre as três principais causas de morte entre os adolescentes é um comentário social triste.
O que se pode prevenir?
Anomalias congênitas: as anomalias congênitas que não apresentam componentes genéticos ou hereditários, que não são relacionados a drogas, toxinas ou nutrientes, ou à radiação, e que não mostram evidências de serem causadas por influências externas ainda não são previsíveis No entanto, o número de anomalias congênitas que tem como causa uma base genética reconhecida ou que podem ser diagnosticadas dentro dos dois primeiros meses de gestação aumentou imensamente. Essas condições, quando reconhecidas, podem ser prevenidas, tratadas no ambiente intra-uterino e imediatamente após o nascimento, ou, se a anormalidade for tão grave que torna-se evidente que a vida será impossível, pode-se considerar a interrupção da gestação.
A avaliação previsível pode incluir uma tiragem genética dos pais, antecedentes médicos dos pais e histórico de concepção, amostras das vilosidades coriônicasamniocentese e ultra-som fetal.
SIDS (síndrome de morte súbita do bebê): o SIDS é provavelmente um grupo de diferentes condições cujos resultados finais parecem ser semelhantes. As pesquisas feitas na Europa têm demonstrado que deitar as crianças de bruço para dormir reduz enormemente a incidência do SIDS. A Academia Norte americana de Pediatria e os Centros para Controle de Doenças (CDC) recomendam que as crianças sejam colocadas de bruços para dormir. Em muitos anos, as estatísticas devem estar disponíveis, o que demonstrará a eficácia desse simples procedimento.
Prematuridade e o baixo peso ao nascimento: Grande parte da morbidade e da mortalidade dessa condição é resultado de um cuidado pré-natal inadequado ou ausente. A falta de acesso aos cuidados médicos, ignorar a importância de cuidados pré-natais, medo e vergonha podem fazer com que a primeira visita de uma mulher gestante ao médico seja na hora do parto. Muitos programas que são patrocinados pelo governo e pelo Estado tem a intenção de auxiliar esse problema. O plano médico nacional também fará com que os cuidados pré-natais estejam disponíveis a mais pessoas. A educação a respeito da importância dos cuidados pré-natais deve estar acessível a adolescentes sexualmente ativos que enfrentam o risco de gestação. As populações em risco incluem:
  • adolescentes gestantes (especialmente as menores de 16 anos)
  • pessoas socioeconomicamente limitadas
  • populações de áreas urbanas
  • pessoas com educação até o ensino médio
  • a classe média sem plano médico
Os estudos mostram que os cuidados pré-natais adequados e periódicos reduzem o risco para a criança em desenvolvimento. É possível atingir uma melhora notável nessa área.


Câncer: o câncer não é tão fácil de se prevenir. Marcadores genéticos para doenças malignas foram descobertos, tais como o retinoblastoma e certos tipos de câncer de cólon. Uma maior incidência familiar foi demonstrada em outros tipos de malignidade, como o câncer de mama, câncer ovariano, osteossarcomamelanoma maligno. Estas descobertas possibilitaram acompanhar populações em risco, mas ainda não reduziram as fatalidades do câncer. Descobertas contínuas e mapeamentos genéticos relacionados ao câncer de cólon,melanoma, câncer de mama e outras doenças geneticamente influenciadas estão melhorando rapidamente as perspectivas tanto de medidas preventivas como de curas em um futuro relativamente próximo.


Suicídio: a taxa geral de suicídio permaneceu estável durante os últimos dez anos. Em todas as faixas etárias, os suicídios de mulheres diminuíram ou permaneceram estáveis. Os aumentos dos últimos dez anos são evidentes em alguns grupos raciais e faixas etárias.
A prevenção do suicídio requer um maior reconhecimento de estresses psicológicos crescentes, depressão e idéias suicidas existentes entre os adolescentes. (Veja Comportamento suicida na seção de doenças de HouseCall). Tensões ambientais e mudança de estrutura social nos Estados Unidos causaram um aumento de estresse, expectativas e fracassos pelos adolescentes. Essas mudanças sociais ocorreram gradualmente e só podem ser revertidas gradualmente. Até que essas mudanças ocorram, somente o reconhecimento de problemas crescentes e a manutenção de uma comunicação aberta entre os adolescentes problemáticos e os pais ou pessoa de confiança terá impacto sobre a taxa crescente de adolescentes suicidas.


Homicídios: esta é uma das causas mais preocupantes de morte entre crianças e adolescentes. É uma causa totalmente previsível, mas continua a crescer dramaticamente entre os jovens ao ponto de ter aumentado a taxa de homicídio geral nos Estados Unidos. É desconcertante ver que entre os anos de 1980 e 1991, os homicídios caíram em todas as faixas etárias, de 24 para cima (homens asiáticos de idade entre 25-44 permaneceram constantes), mas que, na categoria de 15-24, em quase todas as raças, houve um aumento na taxa de homicídios.
Os homens entre as idades de 15 e 24 anos estão sendo assassinados com uma freqüência cada vez maior. Os sociólogos acham que o aumento de gangues, homicídios adolescentes, gestação na adolescência, abandono de escola e outros problemas são uma reflexão da rápida mudança no clima social, desintegração da estrutura da família, despersonalização do indivíduo e a estratificação crescente da classe. É um assunto complexo que não tem uma resposta simples mas é óbvio que enquanto a população adulta está se distanciando da morte violenta, a juventude não. A prevenção exigirá a compreensão das causas e a vontade por parte do público de mudá-las.


Acidentes: os acidentes são, em grande parte, a causa principal de morte entre as crianças e adolescentes. Os automóveis são os maiores causadores dessas mortes acidentais. Outras fontes incluem afogamento, fogo, quedas e envenenamento. A segurança tem sido uma preocupação constante do governo federal (códigos de construção, departamentos de saúde estatais, departamentos de bombeiros, Departamento de Regulamento de Segurança e programas escolares de segurança para crianças), da indústria privada e de uma crescente atenção dos pais em casa. Embora haja bons programas, as mortes acidentais continuam a ser a causa principal de morte nessa faixa etária. Nenhuma quantidade de educação ou regulamento eliminará totalmente as mortes acidentais, mas todo pouco ajuda.
Deve-se ter uma atenção especial com os automóveis. Na faixa de 15 a 24 anos de idade, os acidentes de carro constituem um terço de todas as mortes nesse grupo a cada ano. Esta é uma das causas de morte que pode ser corrigida.
          FONTE:http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001915.htm /  EM 12/04/2011


                                                             producido en alianza con: adam.com y drtango.com

domingo, 13 de março de 2011

A EDUCAÇÃO PELO OLHAR


EDUCAR 
“ Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente...”

“ E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.” Rubem Alves 

“ Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.” Rubem Alves



“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver..." 

“ É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...”
“ Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.”
“ A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades...”
“ Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”
“ Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.”
“ Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:...”
“ ...a capacidade de se assombrar diante do banal.”
“ Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.”
“ Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...
...ou para o curioso das simetrias das folhas.”
“ Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.”
“ As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
“ As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos.” 
“ Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.”
“ Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.” 
“ Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.”
“ Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
“ Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente.”
“ São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.”
“ Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.” Rubem Alves 





Ama a simplicidade. Ama a ociosidade criativa. Ama a vida, a beleza e a poesia. Ama as coisas que dão alegria. Ama a natureza e a reverência pela vida. Ama os mistérios.
Ama a educação como fonte de esperança e transformação. Ama todas as pessoas, mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores. Ama Deus, mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam e/ou dizem a seu respeito. Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: Ama, ama, ama, ama... fazer perguntas...
Ama, ama, ama, ama... Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: fazer perguntas
“ As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas. Experiência mística não é ver seres de um outro mundo. É ver este mundo iluminado pela beleza.” Rubem Alves


Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.

sexta-feira, 4 de março de 2011

DECLARAÇÃO DO DIREITO DAS CRIANÇAS


Todo mundo diz que as crianças têm direito a um montão de coisas. Foi durante a Assembléia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de novembro de 1959, que representantes de centenas de países aprovaram a Declaração dos Direitos da Criança. Ela foi adaptada da Declaração Universal dos Direitos Humanos, só que voltada para a criançada! Mas, é muito difícil a luta para que esses direitos sejam respeitados. A Declaração dos Direitos da Criança tem 10 princípios que devem ser respeitados por todos para que as crianças possam viver dignamente, com muito amor e carinho. Nós brasileiros temos o dever de proteger e valorizar nossas crianças pois não devemos esquecer que elas serão o nosso futuro.




PRINCÍPIO 1º

Toda criança será beneficiada por esses direitos, sem nenhuma discriminação por raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou riqueza. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!









PRINCÍPIO 2º

Toda criança tem direito a proteção especial, e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade.









PRINCÍPIO 3º

Desde o dia em que nasce, toda criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.









PRINCÍPIO 4º

As crianças têm direito à crescer com saúde. Para isso, as futuras mamães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Toda criança também têm direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica!









PRINCÍPIO 5º

Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais! Porque elas merecem respeito como qualquer criança!









PRINCÍPIO 6º


Toda criança deve crescer em um ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário. O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.



  







PRINCÍPIO 7º

Toda criança tem direito de receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver suas habilidades. E como brincar também é um jeito gostoso de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e se divertir!



 


PRINCÍPIO 8º

Seja em uma emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber proteção e socorro dos adultos.



 


PRINCÍPIO 9º


Nenhuma criança deverá sofrer por pouco caso dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem será levada a fazer atividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.



 


PRINCÍPIO 10º

A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer em um ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.





TODA CRIANÇA TEM DIREITO A TER UMA VIDA FELIZ


É triste, mas é verdade: nem todas as crianças têm uma vida feliz. Algumas são órfãs ou abandonadas e vivem sozinhas nas ruas. Outras têm casa, mas a família é tão pobre que a criança acaba trabalhando para ajudarspesas. Há, ainda, crianças que apanham muito.

1 • Ter uma família

Toda criança deve viver com sua família. Família, no caso, não é só a tradicional, composta da mamãe, do papai e dos irmãozinhos. Pode ser só o pai ou a mãe, uma avó, uma tia... alguém que a queira bem e a trate com amor e carinho.
A família é muito importante para uma criança crescer feliz, e os pais são os principais responsáveis por seu desenvolvimento saudável.No Brasil, existem várias situações em que isso não acontece. É dever de todos assegurar que uma criança possa crescer em família.

2 • Direito a ter um nome

Toda criança tem direito a um nome, um sobrenome e uma nacionalidade.
Registrar uma criança em cartório e tirar a certidão de nascimento, assim que ela nasce é muito importante. Só com esse documento ela tem acesso a todos os direitos de cidadão brasileiro. Sem registro, uma pessoa parece que não existe. No Brasil, ainda é muito grande o número de crianças sem registro: a cada 100 crianças, 13 não são registradas no primeiro ano de vida. Essas crianças não podem se matricular na escola e podem ter dificuldade de usar os serviços públicos de saúde, por exemplo.

3 • Proteção contra a violência

Toda criança deve ser cuidada com atenção e protegida de todo tipo de violência, como abuso, exploração sexual, abandono, maus-tratos.
Criança não é grande e forte o suficiente para se defender nem para se cuidar sozinha. Então, é dos adultos a obrigação de não permitir que ninguém a machuque, a humilhe ou a aterrorize.Muitas crianças no Brasil sofrem um tipo de violência invisível. São aterrorizadas com ameaças e castigos cruéis, envolvidas em atividades sexuais e abandonadas sem proteção. Tudo isso é crime.

4 • Direito a brincar

Toda criança deve brincar e descansar. Os adultos não podem explorar o trabalho da criança dentro ou fora de casa.
Trabalho é coisa para gente grande. Quando brinca, a criança conhece o mundo e aprende a conviver com os outros.No Brasil, muitas crianças deixam de ir à escola ou de brincar para trabalhar em casa, cozinhando ou cuidando dos irmãos pequenos todos os dias, na rua ou mesmo em empresas e plantações.

5 • Direito a ter uma casa

Toda criança deve crescer num ambiente saudável, protegido e livre da violência. O governo deve ajudar as famílias mais pobres a ter recursos que garantam esse direito.
 Não precisa ser nenhum palácio, mas uma casa que tenha espaço para toda a família, que tenha água limpa para beber e tomar banho e rede de esgoto que evite doenças.Nem toda criança tem uma casa em ordem, com paredes que a protejam do frio, com água tratada e rede de esgoto.

Pedofilia: como proteger as crianças



Pedofilia: um mal MAIOR

Quando se fala deste assunto, automaticamente todos nos lembramos das inúmeras crianças que já foram vítimas deste flagelo. Vulgarmente crianças ou jovens desprotegidos, que, por um motivo ou por outro, acabaram por tornar-se vulneráveis aos impulsos de pessoas com estas patologias (doenças).
É indiscutível que as sequelas do abuso sexual a menores são devastadoras e se mantêm para toda a vida. Não estou a falar só do aspecto físico mas, sobretudo das marcas emocionais que estes jovens vão ter de carregar ao longo de toda a sua vida. Para tudo isso contribui o facto de estes abusos sexuais serem frequentemente longos e vividos no mais completo silêncio. Um silêncio marcado pelo sofrimento que, após a revelação, continua a existir já que a investigação é morosa e, frequentemente, inconclusiva.
Sinais de alerta
O diagnóstico destes abusos sexuais é difícil de ser efectuado, sobretudo quando não existem marcas fisicamente visíveis. Ainda assim, os médicos, psicólogos ou pedopsiquiatras possuem técnicas capazes de detectar situações deste género de uma forma indirecta.
Aos pais e educadores no geral importa estarem atentos ao aparecimento de feridas físicas, a nível genital ou anal. Este tipo de indício tem de ser imediatamente investigado por uma equipa médica. Além disso, quando uma criança começa a verbalizar um conhecimento real de práticas sexuais há que colocar a hipótese de as ter vivenciado.
Para além destes sinais, existem outros de foro emocional, que incluem o medo (que surge de forma inexplicável e repentinamente) de pessoas estranhas ou de alguém em particular; reacção fóbica à água ou ao momento do banho, comportamento este que não tem qualquer relação com uma experiência anterior traumática, como o perigo de afogamento.
Além disso, surge toda uma série de comportamentos/atitudes marcadas pela regressão, que inclui a adopção de comportamentos muito infantis e ansiosos (choro constante, tiques nervosos, voltar a chuchar no dedo, enurese (incontinência de urinas), entre outros.
Como actuar?
A identificação do agressor sexual é um passo essencial, mas muito difícil de concretizar. Esta pessoa pode tratar-se de alguém muito próxima, que a criança conhece bem e que a manipula ou a mantém sob ameaça. também podem ser pessoas com um poder extraordinário para a persuadir e chantagear, podendo até exercer represálias sobre ela.
Este tipo de cirscuntâncias faz com que o abuso sexual se perpetue no tempo, o que depois se irá traduzir em sequelas emocionais e físicas irreparáveis.
Porém, é certo que a maioria das crianças que sofrem de abusos sexuais normalmente não revelam a ninguém o seu problema. Por vezes são tão imaturas a nível cognitivo e afectivo que nem se apercebem da gravidade da situação, e passam a acreditar que a culpa é delas. Normalmente, são crianças inseguras e com baixa auto-estima, que não têm confiança nos outros e temem que a sua imagem saia danificada. Receiam ainda a separação dos irmãos e familiares ou a vingança do agressor. Tudo se complica ainda mais quando o abusador sexual é alguém que frequenta a casa, um amigo da família ou então o próprio pai.

As principais características de um pedófilo
Um pedófilo é uma pessoa que se angustia ou se preocupa intensamente com fantasias sexuais relacionadas com crianças, embora possa não haver relação sexual. Alguns pedófilos sentem atracção só por crianças, muitas vezes de um grupo de idades específico, enquanto outros se sentem atraídos tanto por crianças como por adultos.
Os pedófilos podem ser tanto mulheres como homens e as vítimas podem ser de ambos os sexos.
Segundo o DSM-IV Diagnostic and Statistical Manual Of Mental Disorders, uma espécie de "bíblia" utilizada por todos os que trabalham na área da saúde mental, o que define uma pessoa como pedófila são três factores fundamentais:
1- A pessoa possui intensa atracção sexual, fantasias sexuais ou outros comportamentos de carácter sexual por menores de 13 anos de idade ao longo de um período de, pelo menos, seis meses.
2- A pessoa decide realizar os seus desejos ou o seu comportamento é afectado por eles, e/ou tais desejos causam stresse ou dificuldades intra e/ou interpessoais.
3- A pessoa possui mais de 16 anos de idade e é pelo menos cinco anos mais velha do que a(s) criança(s) citadas no critério 1.(observação): Este critério não é válido para indivíduos no final da adolescência - entre 17 e 19 anos - envolvidos num relacionamento amoroso com um indivíduo com 12-13 anos de idade).
É importante acentuar que uma pessoa pode ser considerada clinicamente como pedófila apenas pela presença de fantasias ou desejos sexuais, desde que cumpra todos os três critérios descritos.

Existe tratamento para a pedofilia?
Têm sido desenvolvidas numerosas técnicas voltadas para o tratamento da pedofilia. Contudo, os técnicos consideram que a pedofilia é uma patologia altamente resistente à intervençaõ psicológica, e para isso contribui o facto de a taxa de casos muito bem-sucedidos de tratamento ser muito baixa.
Este tratamento pode ser solicitado de modo voluntário ou somente depois de uma detenção por delito e os consequentes processos legais. As técnicas utilizadas para o tratamento da pedofilia incluem um sistema de suporte de 12 passos, semelhante ao que se adopta em casos de dependências como o álcool ou as drogas. Paralelamente, o doente é medicado para diminuirem níveis de testosterona. A prisão, inclusive a longo prazo, não altera os desejos nem as fantasias dos pedófilos.

Os perigos da Internet
Também pode haver aliciamento de crianças na própria comunidade ou via Internet. A nível mais alargado, sabe-se da existência de redes internacionais de pedofilia e de prostituição infantil, que envolvem mais de 2 milhões de crianças, um número alarmante e revoltante, que exige uma actuação enérgica quer da sociedade quer das estruturas políticas. Também os pais têm de estar sempre muito atentos, já que estas redes sabem muito bem como actuar e a Net transformou-se no recurso privilegiado.
Por issodenuncie às autoridades competentes todos os sites que contenham pornografia infantil ou outras práticas pedófilas.