domingo, 26 de julho de 2009

Veja no final desta página, o vídeo da campanha da Pastoral na novela Caminho das Indías.

Parceria com a Secretaria de Saúde


Na quinta-feira dia 23 de julho, a coordenadora da Pastoral da Criança, Edna e eu, fomos recebidas pelo Dr. Raul do comitê de mortalidade materno-infantil e pelo Dr. Eduardo Blanco na secretaria de Saúde.
O objetivo de nossa visita foi pedir à secretária que nos ajudasse com a divulgação da campanha "este lado para cima", já que estava havendo uma certa resistência dos postos de saúde em aceitar os cartazes da campanha. O Dr. Blanco, por sinal uma pessoa muito simpática e gentil, além de se mostrar um profissional muito competente, nos recebeu e nos deu toda abertura para contarmos com a secretaria para nos apoiar na campanha. Conversamos por algum tempo, falamos do objetivo da Pastoral da Criança, mostramos o material(cartaz) e ele parabenizou a Pastoral pelo trabalho desenvolvido em ferraz.
Dr. Blanco nos convidou para uma reunião na segunda-feira, que vai tratar dos principais problemas na área da saúde em nossa cidade.
Nos convidou ainda para a feira da saúde que acontecerá em outubro, e desde já nos comprometemos a montar um espaço da Pastoral junto ao comitê de mortalidade materno-infantil.
Torcemos para que essa parceria nos traga bons resultados.

sábado, 25 de julho de 2009

A missão do Articulador da Pastoral da Criança


A missão do Articulador é estudar as mortes de natimortos e crianças até 1(um) ano de idade. O estudo das mortes tem caráte preventivo, de análise e elaboração de estratégias de ação para evitar que outras mortes aconteçam pela mesma causa.

Quanta crueldade!

Nas visitas que fiz no mês de junho, pude perceber muitos absurdos e derespeitos ao direitos da gestante. Mas, um caso em particular me deixou deveras indignada com o que passou uma mãe. Depois de muita luta, humilhação e sofrimento ela conseguiu dar à luz uma menina, que sofreu junto com a mãe, pois pela demora na realização do parto, chegou a evacuar e como consequência engoliu a água suja.
Quando enfim a menina nasceu, a mãe na sua ansiedade em ter sua filha nos braços, pediu para ver a filha, porém esse direito lhe foi bruscamente negado, e ela só pode ver a filha dois dias depois, ainda no horário de visita. O bebê não lhe foi mostrado, mas com grande naturalidade lhe mostraram um pedaço se carne e sangue (mioma) que tiraram de seu útero. Quanto crueldade para profissionais da saúde; são humanos ou será que são robôs?
Essa mãe também implorou para poder falar com seu marido, mas isso também lhe foi negado, contrariando assim a Lei 11.108/2005, que garante à paturiente ter a companhia de alguém de sua escolha.
Absurdo maior, era quando a mãe ia visitar a filha e não conseguia esconder as lágrimas. A enfermeira pedia pra ela sair, pois estava passando energia negativa pra filha, e se continuasse assim a filha dela poderia morrer.
Está escrito no ECA Art. 12, que os estabelecimentos de sáude devem proporcionar condições para que um dos pais ou responsável, possa aompanhar em tempo integral a criança ou adolescente.
Depois de 6 (seis) dias de internação, a menina faleceu por volta das 03:00hs de domingo, mas a mãe só ficou sabendo quando chegou pra visita das 14:00hs na segunda-feira e se deparou com o berço vazio.
Neste texto que escrevo, jamais vou consegui passar a dor dessa mãe e acredito que nada possa diminui-la. Mas tenho esperança de que um dia isso não aconteça mais em Ferraz de Vasconcelos.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Saiba mais(2)



Esta redução dos óbitos infantis por MSI ocorreu em diversos países após o desenvolvimento de campanhas semelhantes que promoviam colocar a criança barriga para acima para dormir. Como exemplo, a campanha desenvolvida em 1991 na Inglaterra conseguiu reduzir o número de óbitos por MSI em 75%, como se observa na figura.

Saiba mais(1)


No ano de 1983 nos EUA a taxa de morte súbita era de 1,5 por mil nascidos vivos. Dez anos depois, a taxa de morte súbita se mantinha estável. No ano 1992 a Academia Americana de Pediatria, em conjunto com a campanha educacional conhecida como "Back to Sleep", recomendaram colocar as crianças para dormir com a barriga para cima, com o intuito de diminuir o risco de MSI. Esta iniciativa contribuiu para reduzir a incidência de MSI. Esta estratégica conseguira reduzir a incidência de MSI em 60%, de 1,2 óbitos por MSI por mil nascidos vivos em 1992 para 0,49 óbitos por mil no ano 2003 como se observa na Figura 1.

Campanha da Pastoral da Criança



Dormir de barriga para cima é mais seguro!
Você sabe qual é a posição mais segura para o bebê dormir?


É de barriga para cima.


A morte súbita é uma das maiores causas de mortes entre bebês até um ano de idade. Em muitos casos ela acontece porque o bebê está de lado ou de barriga para baixo, uma posição incorreta para dormir pois o bebê respira um ar menos puro, ou seja, ele respira parte do ar que deveria ser eliminado. As pesquisas baseadas em evidências mostram que dormindo de barriga para cima, diminuem as chances do bebê morrer por sufocamento e asfixiamento. Caso você seja uma das pessoas que acreditam que dormindo de barriga para cima, o bebê irá se afogar, pois ele pode vomitar, saiba que os estudos mostram que neste caso, a reação natural do bebê é tossir e com isso chamar a atenção dos pais. E lembre-se, não fume perto do bebê e não agasalhe demais o bebê para dormir. Também é importante saber que o bebê corre mais risco se dormir na mesma cama que a mãe ou com os irmãos, o melhor lugar para o bebê dormir é em seu berço, colocado no quarto da mãe pelos 6 primeiros meses de vida.
Porque dormir bem, é dormir com segurança!

O que é a Morte Súbita?

Morte Súbita é o nome que se dá para a morte de crianças menores de 1 ano de idade que morrem de forma inesperada e sem explicação durante o sono. Ela também é conhecida como “morte do berço”. Embora a causa da Morte Súbita seja desconhecida, existem alguns fatores que aumentam o risco de ela acontecer. A Pastoral da Criança, com o apoio de várias entidades lança essa campanha com dicas simples para que os pais e cuidadores possam coloca-lás em prática. Juntos reduziremos os riscos de morte súbita e favoreceremos o bem estar e a saúde de nossas crianças.

Óbitos no mês de maio/2009


01
Data do Nasc.: 05/05/2009
Data do óbito: 11/05/2009
Relato da mãe: A gestante fez todo o pré-natal e os exames regulares; fez também um ultrassom no 5º mês e ficou constatado um mioma, porém a médica disse que estava tudo bem. No 8º mês a gestante sentiu dores, foi ao hospital e demoraram para fazer o parto. deu entrada de madrugada (entre 02:00hs e 03:00hs) e só foram fazer seu parto às 19:00 hs, pois a estavam forçando a um parto normal. Teve que fazer cesárea, depois de constatarem que o bebê estava sentado. Devido à demora o bebê fez cocô e engoliu água suja.
Obs.: A mãe não viu a criança quando nasceu, não quiseram lhe mostrar, mostraram o mioma. Isso só ocorreu 2(dois) dias depois. Também não a avisaram da morte da criança (03:00hs), a mãe só soube quando chegou no dia seguinte para a visita às 14:00hs.
02 e 03.
Data do Nasc.: 15/05/2009
Data do óbito: 15/05/2009
Relato: Não foi possível conversar com a mãe.
Segundo uma prima, ela não nunca foi ao posto para fazer o pré-natal, pois encondia a gravidêz da família. A mãe da gestante só descobriu no 6º/7º mês. Depois de saber da gravidez, também não levou a filha ao médico. No parto os bebês engoliram água suja.
05.
Data do Nasc.: 17/05/2009
Data do óbito: 17/05/2009
Relato da mãe: A gestante fez 2(duas) consultas com o médico e 3(três) com enfermeiras, não chegou a fazer os exames. No 5º mês começou a perder água, foi ao hospital, fez ultrassom, porém o médico disse que era apenas um corrimento e a mandou voltar para a casa. Voltou pela 2ª vêz ao hospital, a pedido da gestante o médico fez o exame de toque e constatou que já havia dilatação. Quando a levaram para sala de parto a gestante já sentia a cabeça da criança saindo.
06.
Data do Nasc.: 13/05/2009
Data do óbito: 23/05/2009
Relato da mãe: Durante o pré-natal a gestante fez todos os exames e consultas, porém sempre reclamava de muitas dores, pensou que fosse devido a uma infecção de urina.
A criança nasceu bem apesar de ser prematura. Foi feito exames de sangue da criança e ficou contatado alterações. A criança não resistiu ao tratamento.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Óbitos no mês de abril/2009


01.
Data do Nasc.: 15/04/2009
Data do óbito: 23/04/2009
Relato da mãe: A gestante chegou a fazer de 7 (sete) a 8 (oito) consultas durante o pré-natal. No 7º mês o médico do posto comunicou à mãe que a sua gravidez era de "risco", pois constatou que o pé da criança estava torto, e por isso pediu o exame amorfológico. A gestante não chegou a fazer o exame pedido pelo médico, devido à dificuldades e demora do sistema de saúde. A mãe passou toda a gravidez sentido muitas dores, e o médico receitava sempre "buscopam''. Informou ainda que, seu bebê nasceu de 37 (trinta e sete) semanas, e o médico que fez o parto comunicou à mãe que sua criança tinha "ossos de cristal". A mãe não viu a criança, só foi vê-la 2 (dois) dias depois do parto. A mãe não ficou constatemente com a filha, pois tinha outras crianças em casa, no 9º dia quando foi visitar a criança, percebeu que a mesma não estava respirando, foi quando chamou as enfermeiras. A criança estava falecendo.
02.
Data do Nasc.: 15/04/2009
Data do óbito: 15/04/2009
Relato da mãe: A mãe fez apenas 3 (três) consultas durante o pré-natal, pois escondeu a gravidez durante quase 3(três) meses. Os exames e as vacinas estavam em ordem. A gestante começou a sangrar quando estava voltando da escola, chegou em casa e ficou esperando pela mãe, demorou para poder ir ao hospital. O nascituro morreu logo em seguida ao parto.
03.
Data do Nasc.: 13/04/2009
Data do óbito: 15/04/2009
Relato da mãe: A gestante só foi ao posto de saúde para fazer o ptré-natal no 4º mês de gravidez, pois passava por muitos problemas familiares e financeiros, devido ao companheiro está desempregado. Afirmou que fez os exames de rotina mas, não pegou o resultado e não tomou nehuma vacina. Quando estava no 5º mês, caiu e sangrou, foi ao hospital e o médico pediu um ultrassom, estava tudo bem. No 6º mês voltou ao hospital e o bebê nasceu e ficou 2(dois) dias na UTI. Afirmou que não lhe explicaram o porquê da morte do seu bebê.
04.
Data do Nasc.: 01/04/2009
Data do óbito: 01/04/2009
Relato da mãe: A gestante fez 7(sete) consultas no posto de saúde durante o pré-natal, fazendo todos os exames que o médico havia solicitado. Tinha feito um ultrassom 10 (dez) dias antes de ser internada com pneumonia, e constatava que o bebê estava bem. Devido à pneumonia ficou internada, depois de uma semana de internação o médico não ouvia mais o coração do bebê. Pediu um ultrassom e constatou a morte. Não explicaram o motivo da morte do bebê. A mãe não foi pegar o atestado de óbito.
05.
Data do Nasc.: 11/04/2009
Data do óbito: 23/04/2009
Durante o pré-natal a gestante fez todos os exames e consultas, porém sempre reclamava de falta de ar.
A criança nasceu bem, e no 13º dia a mãe deu de mamar para a criança, esperou arrotar e colocou-a para domir por volta das 00:30 hs. Às 03:30 hs viu que a criança estava um pouco gelada, por volta das 04:30hs, quando foi olhar o berço a criança estava morta.